0 Onicomicose, que bicho é esse?

Já ouvir falar? O nome é estranho, mas o significado, bem simples. Onicomicose é simplesmente a micose de unha, que pode acometer tanto as das mãos quanto os pés.
"É uma infecção causada por fungos, leveduras, ou por outros fungos presentes em madeiras podres ou na terra", explica o dermatologista Dilhermando Calil, membro do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A queratina - proteína que compõe as unhas - é o alimento preferido para consumo desses organismos.

Essa micose atinge principalmente as unhas dos pés, pois o ambiente úmido e quentinho dos sapatos é um convite ao desenvolvimento dos fungos. Eles podem se manifestar de diversas formas, gerando desconforto e deixando a unha com as mais variadas aparências. Nenhuma delas é agradável. "Existem várias formas de manifestação das onicomicoses. A unha pode deslocar-se pelos cantos e ficar oca, além de ficar endurecidas e grossas, pode apresentar manchas brancas, quebrar facilmente e crescer com alteração na superfície" exemplifica a farmacêutica bioquímica Joyce Rodrigues.

O indicado para os casos de onicomicose é procurar um dermatologista - e não um podólogo ou o balcão da farmácia. O médico é quem irá avaliar adequadamente e indicar o tratamento mais eficaz para a cura do tipo de micose contraída, por meio de exames específicos e coleta local. "Qualquer alteração na unha deve ser examinada por um especialista, pois existem várias outras doenças, como psoríase, líquen plano, onicopatias congênitas ou traumáticas", esclarece o médico.

O tratamento é fácil, embora demorado. Essencialmente é feito com medicação via oral e pode durar em média um ano, ou até mais. "Para isto devemos estar atentos a medicações de uso prolongado e fazermos avaliações laboratoriais, antes e durante o tratamento", explica Dilhermando, também professor do Serviço de Dermatologia da Universidade de Santo Amaro (Unisa). "Os produtos tópicos não surtem qualquer efeito no tratamento, com exceção ao uso dos esmaltes antimicóticos, os quais sozinhos também não levam a cura", afirma. O especialista também deixa claro que o não tratamento pode ocasionar a disseminação da infecção para o restante das unhas saudáveis e para a pele. Isso transforma a área em foco permanente de contaminação.

O contágio acontece por contato direto com pessoas (ou animais) que apresentem o problema. Andar descalço em possíveis áreas com focos de contaminação (como terra e madeira em decomposição) e andar durante muito tempo com sapatos fechados também facilita a proliferação. 

O melhor mesmo é tomar pequenos cuidados que podem evitar o desenvolvimento dessa e de outras doenças. "Não ande descalço em ambientes constantemente úmidos - como vestiários e saunas; evite trabalhar com terra sem uso de luvas, sapatos de segurança e outros equipamentos de proteção; não use alicates ou tesouras de outras pessoas; evite contato direto com pessoas ou animais infectados; e prefira as meias de algodão, que absorvem melhor a umidade dos pés", finaliza Joyce, também cosmetóloga.

 Fonte: http://vilamulher.terra.com.br

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