0 Esmalte X Câncer

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Esmalte: alguns podem provocar alergia e câncer

Substâncias que podem ser prejudiciais à saúde foram encontradas na maioria dos produtos testados.
Comparamos a qualidade dos esmaltes, considerando a sua durabilidade, abrasividade, tempo de secagem e brilho. Entre as conclusões a que chegamos, destacamos três resultados: o melhor do teste (que também é uma das escolhas certas) é antialérgico, apesar de não divulgar em seu rótulo; uma das marcas que se diz antialérgica, na realidade, não é.
O grave, porém, é que alguns dos produtos mais vendidos do país contêm ingredientes que podem provocar não apenas alergias, mas também câncer.

Fórmulas com toluene em excesso
Em geral, os esmaltes trazem vários componentes que podem ser prejudiciais à saúde. Por isso, medimos a concentração dos mais prováveis de serem encontrados nesse tipo de produto – e encontramos altas concentrações na maioria dos produtos testados. As substâncias analisadas – cujos nomes apresentamos da maneira como aparecem no rótulo dos esmaltes – foramdibutyl phtalate (banido em cosméticos, inclusive esmaltes, em toda a Europa), nitrotoluene, toluene e furfural (compostos comprovadamente cancerígenos).
No caso do dibutyl phtalate e do nitrotoluene, não existem referências aos mesmos na legislação brasileira. Já toluene e furfural não possuem limites para uso em nossa legislação. Analisando pelas normas europeias, a quantidade máxima permitida de toluene é de 25% (250.000 mg/kg) e a de furfural, 360 mg/kg.

Os únicos produtos brasileiros que poderiam ser comercializados nos países europeus são os da Colorama e os hipoalergênicos da Risqué. Os produtos da Impala (inclusive os da linha hipoalergênica) contêm dibutylphtalate e toluene em concentrações muito altas e os produtos tradicionais da Risqué apresentam nitrotoluene e toluene em grandes quantidades. Por isso, esses produtos receberam uma avaliação ruim nesse item, o que prejudicou sua avaliação final.
Fonte: http://www.proteste.org.br
Última atualização em Abril de 2011

MPF apura risco de câncer em esmalte

Foi instaurado inquérito civil público para investigar denúncia da PROTESTE após testes que detectaram substâncias cancerígenas em duas marcas.
O Ministério Público Federal (MPF) em Belo Horizonte instaurou inquérito civil público para investigar denúncia da PROTESTE Associação de Consumidores sobre a presença de substâncias cancerígenas em esmaltes comercializados no Brasil.
O MPF levou em conta o teste feito pela Associação que detectou nos esmaltes as substâncias Toluene e Furfural, bem como dibutyl phtalat e 2-Nitroluene, em níveis acima dos limites de tolerância admitidos na Comunidade Europeia.
O procurador Fernando de Almeida Martins requisitou informações à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), questionando se o órgão tem conhecimento dos fatos apontados pela pesquisa, e quais providências teria tomado para proteger os consumidores. Empresas que produzem esmaltes com as substâncias citadas foram notificadas para prestar informações num prazo de 15 dias.
"Se há fabricantes no Brasil que utilizam tais substâncias na composição de seus cosméticos, deveria haver regulamentação específica pela Anvisa para estabelecer limites máximos de tolerância ou até bani-los do comércio e impedir sua fabricação", destacou o procurador.
A Procuradoria da República em Minas Gerais afirma que o dibutyl phtalat já foi banido de cosméticos, inclusive esmaltes, em toda a Europa e as "outras substâncias são comprovadamente cancerígenas".
A PROTESTE informou na denúncia feita ao MPF que não foram estipulados pela Anvisa limites para uso do Toluene e Furfural. Afirmou ainda que a agência sequer menciona as demais substâncias na resolução 79/2000 - que lista os ingredientes proibidos e os que devem ter suas quantidades limitadas em cosméticos.
25.05.2011
Fonte: http://www.proteste.org.br


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